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Em turnê de 45 anos, Grave Digger retorna a Curitiba com público engajado e setlist abrangente

A segunda semana de novembro foi intensa para os headbangers curitibanos, que viram marcados não só para a mesma semana, mas para dias consecutivos dois gigantes do metal mundial com Hammerfall no dia 11 e Grave Digger nodia seguinte.

No dia 12 de novembro, uma quarta-feira, os medalhões do heavy metal alemão se apresentaram no Tork N’ Roll, em Curitiba. Dividindo essa empreitada com eles também estiveram os mineiros da Hellway Train e os suecos do Ambush.

Pontualmente às 19:30 o quarteto da Hellway Train subiu ao palco e abriu a noite com um show curto, de apenas meia hora de duração, mas suficiente para empolgar quem da plateia já os conhecia e instigar os desavisados à conhecê-los. Com um som fortemente influenciado pelo heavy metal oitentista e bandas lendárias como Judas Priest, a banda se destaca ao vivo não só pela qualidade de suas composições, mas pela performance ao vivo. Com músicos muito talentosos e um trabalho que se destaca no cenário nacional apontando-os como um dos nomes mais proeminentes do heavy metal nacional, feito alavancado com o lançamento de seu último álbum, Borderline. Durante todo o show, a presença de palco da banda foi um ponto muito marcante, desde a escolha estética às interações tanto entre os músicos quanto com o público. Ainda assim, é impossível não destacar Marc Brito. Seu vocal poderoso chama atenção desde o primeiro segundo, mas ele vai muito além e não economizou palavras nas declarações anticristãs, antirracistas e antifascistas, deixando claro que o único culto celebrado ali era ao heavy metal. Um show curto, mas impactante, que deixou o público não apenas aquecido para o restante da noite, como também envolvido pela performance marcante.

Os suecos do Ambush subiram ao palco às 20:30 e uma agradável surpresa foi a melhora no som, mais nítido em relação a banda anterior. A abertura com “Firestorm” e “Possessed by Evil”, deixou explícita a qualidade técnica e presença de palco da banda. Contudo, na música seguinte, um problema nas luzes do palco o deixou às escuras até às 21:03, comprometendo a visibilidade por praticamente metade do show. Felizmente, os integrantes não pareceram se abalar pelos problemas técnicos e se a luz faltou, a energia e o som contagiante reverberando no Tork mais que suficientes para manter a energia do público em alta. As interações do vocalista Oskar Jacobsson em português foram um destaque à parte e superaram demais o protocolar “obrigado”. Ele brincou com o público, mencionou a cachaça 51 e até soltou um inesperado “Paraná do meu coração”, arrancando risadas e aplausos. Para quem viu os vídeos de divulgação da turnê gravados em português, cujo de Curitiba continha até uma referência ao Oil Man, essa desenvoltura não foi exatamente uma surpresa, mas funcionou ainda melhor ao vivo. Durante a execução de “Come Angel of Night” a luz do palco finalmente voltou, arrancando gritos de comemoração do público, que mesmo durante o “apagão” se manteve empolgado e agitado. O setlist da noite naturalmente foi focado no novo álbum da banda, Evil in All Dimensions, lançado este ano e como sua última representante tivemos a potente “Bending the Steel”. Após um solo do guitarrista Karl Dotzek, o encerramento veio com a dupla poderosa “Natural Born Killers” e “Don’t Shoot (Let ‘em Burn)”, de seu disco de estreia, Firestorm, finalizando o show com a energia do mais puro aço em alta.

Para concretizar a noite como uma verdadeira ode ao mais puro heavy metal, às 21:50 a lendária Grave Digger subiu ao palco para um show que celebra seus 45 anos de história. “Twilight of the Gods” ficou a cargo de abrir o show seguida de “The Grave Dancer” e esse início já demonstrou o quão afiado o público curitibano estava para cantar em uníssono os sucessos da banda. Na sequência veio “Kingdom of Skulls”, uma representante do mais novo álbum da banda, Bone Collector, lançado ainda este ano e prova de que a banda celebra sua história, mas segue aumentando sua discografia e produzindo bons materiais. Passeando por diferentes fases da carreira da banda vimos “Under My Flag”, “Valhalla”, “The Keeper of the Holy Grail” e “The Dark of the Sun”, estas últimas cantadas à plenos pulmões pelos fãs apaixonados. Do álbum Knights of the Cross, apontado por Chris Boltendahl como seu favorito, tivemos “The Curse of Jacques”. “Shadows of a Moonless Night” veio a seguir, preparando o terreno para um dos pontos altos da noite: a dobradinha “The Round Table (Forever)” e “Excalibur”, ambas cantadas em coro pelo público, especialmente em seus refrãos. O show continuou com “The Devils Serenade” e “Back to the Roots” que mantiveram a energia altíssima, seguidas por “Rebellion (The Clans Are Marching)” cujo ao vivo ficou por conta de uma plateia dedicada. Se o show já tinha promovido até ali momentos eletrizantes, no encore a banda arrematou isso com uma sequência quase catártica: “Scotland United”, “Circle of Witches”, “Witch Hunter” e “Heavy Metal Breakdown”. Ao final do show acho que duas coisas eram unanimidade: o setlist foi um verdadeiro presente aos fãs da banda e o Grave Digger ainda tem muita história pra escrever. O único ponto do show que achei que poderia ter sido melhor foi o volume do microfone de Chris, mas isso não chegou a ser realmente um problema. No mais, a banda inteira estava muito bem ao vivo e meus destaques ficam para o cativante vocalista e o novo guitarrista, Tobias Kersting, que foi uma aquisição mais que acertada da banda. 

A sequência de apresentações da noite mostrou como o metal segue forte, arrancando tantas pessoas de casa em plena quarta-feira e com bandas tanto antigas quanto novas produzindo materiais de qualidade e entregando performances intensas e cheias de técnica ao vivo. Que noites como essa se repitam muitas e muitas vezes proporcionando momentos inesquecíveis à todos os presentes.

Fotos por Jean Matheus Corrêa de Moraes

Picture of Thays Costa

Thays Costa

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